quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Loucura é (mais uma vez)



No seguimento do Post publicado a 3 de Outubro de 2009, fica aqui um poema de Emily Dickinson


Emily Dickinson - Loucura

"Loucura demais é o mais divino Senso
Para um olho crítico
Senso demais - a mais dura Loucura
Nisto, como em tudo,
triunfa a Maioria
Aceita e serás são
Declina e serás imediatamente perigoso
E mantido na Cadeia "



sábado, 10 de outubro de 2009

Calinada à moda da Xana


Ontem, dia 9 de Outubro fomos sair... estávamos a conversar com uns colegas nossos e veio à baila o carro de outro colega... e então aconteceu o seguinte diálogo:

"Ana" - "Ele tem um Corsa"

Xana - Não é um "Opel"!

"Ana" - Ya, é um "Opel Corsa"...

Ai Xana, Xana se não fosses tu nem acreditava... ah ah XD

sábado, 3 de outubro de 2009

Loucura é...


Como este blog é dedicado à loucura e à imaginação, acho que está no momento de redigir o que me inspirou a escolher esta designação para o blog...

Foi, nada mais nada menos o poema D. Sebastião de a Mensagem de Fernando Pessoa...


Louco, sim, louco, porque quis grandeza
Qual a Sorte a não dá.
Não coube em mim minha certeza;
Por isso onde o areal está
Ficou meu ser que houve, não o que há.

Minha loucura, outros que me a tomem
Com o que nela ia.
Sem a loucura que é o homem
Mais que a besta sadia,
Cadáver adiado que procria?


Reflitam um pouco nisto:
Se não fossemos todos um pouco loucos para acreditarmos que é possível fazer o impossível o que seria de nós? XD

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Teorias de um Garoto...


Ando, há algum tempo, a tentar dar explicações ao meu irmão e ao meu primo (não é que os ajude muito porque eles só querem é brincar)...

Certo dia, estava a tentar que o meu primo fizesse um exercício onde tinha de transformar cego em ceguinho, ele escreveu ceguino...

Eu disse "- Oh Francisco ceguino?"
Ele - "Que estranho nunca ouvi falar de ceguino. O que é isso?"
Eu - "Isso não existe! "
Ele - "já sei ceguino é um dinossáurio ceguinho. Por isso é que não existe!"

Já me tinha referido à perspicácia dos miúdos. Cá está mais uma prova...

XD

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Poesia pessoana no seu melhor*



Vou publicar dois excertos de dois poemas que poderão, deveras, parecer um pouco mórbidos, mas que eu acho excelentes...

Excerto de A Partida
"Entremos na morte com alegria! Caramba
O ter que vestir fato, o ter que lavar o corpo,
O ter rins, fígado, pulmões, brônquios, dentes.
Coisas onde há dor e sangue e moléstias
(Merda para isso tudo!)

_______________""____________________

Excerto de Se te Queres matar, por que não te queres matar?
Se te queres matar, por que não te queres matar?
Ah, aproveita! que eu, que tanto amo a morte e a vida,
Se ousasse matar-me, também me mataria...
Ah, se ousares, ousa!
(...)

Fazes falta? Ó sombra fútil chamada gente!
Ninguém faz falta; não fazes falta a ninguém...
Sem ti correrá tudo sem ti.
Talvez seja pior para outros existires que matares-te...
Talvez peses mais durando, que deixando de durar...

A mágoa dos outros?... Tens remorso adiantado
De que te chorem?
Descansa: pouco te chorarão...
O impulso vital apaga as lágrimas pouco a pouco,
Quando não são de coisas nossas,
Quando são do que acontece aos outros, sobretudo a morte,
Porque é coisa depois da qual nada acontece aos outros...

Primeiro é a angústia, a surpresa da vinda
Do mistério e da falta da tua vida falada...
Depois o horror do caixão visível e material,
E os homens de preto que exercem a profissão de estar ali.
Depois a família a velar, inconsolável e contando anedotas,
Lamentando a pena de teres morrido,
E tu mera causa ocasional daquela carpidação,
Tu verdadeiramente morto, muito mais morto que calculas...
Muito mais morto aqui que calculas,
Mesmo que estejas muito mais vivo além...
Depois a trágica retirada para o jazigo ou a cova,
E depois o princípio da morte da tua memória.
Há primeiro em todos um alívio
Da tragédia um pouco maçadora de teres morrido...
Depois a conversa aligeira-se quotidianamente,
E a vida de todos os dias retoma o seu dia...

Depois, lentamente esqueceste.
Só és lembrado em duas datas, aniversariamente:
Quando faz anos que nasceste, quando faz anos que morreste.
Mais nada, mais nada, absolutamente mais nada.
Duas vezes no ano pensam em ti.
Duas vezes no ano suspiram por ti os que te amaram,
E uma ou outra vez suspiram se por acaso se fala em ti.
(...)

Fernando Pessoa versão Álvaro de Campos

Ahahah...

O que seria da nossa família se fossemos crocodilos? que tal ver o álbum?



XD

Fade to Black

Há dias em que nos sentimos melancólicos... acho que esta letra reflecte esses dias... (Metallica no seu melhor)




Life it seems, will fade away
Drifting further every day
Getting lost within myself
Nothing matters no one else
I have lost the will to live
Simply nothing more to give
There is nothing more for me
Need the end to set me free

Things are not what they used to be
Missing one inside of me
Deathly lost, this cant be real
Cannot stand this hell I feel
Emptiness is filling me
To the point of agony
Growing darkness taking dawn
I was me, but now hes gone

No one but me can save myself, but its too late
Now I cant think, think why I should even try

Yesterday seems as though it never existed
Death greets me warm, now I will just say good-bye

Prometo que depois dista virá algo com alguma piada... XD